quarta-feira, 16 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
PROPOSTA DA SEN. MARTA SUPLICY
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sexta-feira, 30 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
MINHA GRATIDÃO

Minha Gratidão
Agradecemos ao Senhor pelo oportunidade de participar neste sábado, dia 11/02 do Curso para Formação de Juiz de Paz Eclesiástico, no Auditorio da Prefeitura de Brumado ministrado pelo Conselho Superior de Capelania Religiosa junto com a Federação de Defesa dos Direitos Humanos tendo como orientador o do Dr. Eliseu Fagundes - Presidente do Conselho de Capelania e Delegado Geral dos Direitos Humanos. E cordenador, o Pr. João Mario, Conosco formaram mais quatro irmãos. Sendo dois como Juiz de Paz Eclesiástico e três como Capelães.
Louvamos ao Senhor por essa oportunidade é mais um degrau que galgamos na escalada da capacitação para melhor servir a causa do Mestre. Ao Senhor redemos toda honra e toda a glória!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
COMO DEVEMOS ANDAR?
“Para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1.10)
Amados, o texto acima nos apresenta duas coisas importantes na vida cristã, O apostolo Paulo, nos diz, precisamos de duas coisas que se constituem em marcas que identificam se andamos de maneira digna do Senhor, e se estamos lhe agradando:
Primeiro. Frutificar em toda boa obra.
Cremos que este é um ano de Frutificar. E para isso fomos chamados; para frutificar para Deus. Esse, é um dos aspectos mais relacionados à vida; só é possível frutificar onde existe vida. E onde há vida, há crescimento e desenvolvimento.
O cristão está ligado à fonte de vida que é Jesus, como os ramos ao tronco da videira. Isso lhes dá nutrição e sustento. Por isso, precisamos está sempre renovando o nosso compromisso com Deus.
A segunda marca identificadora, apresentadas é crescer no conhecimento de Deus.
Quando estamos comprometidos e com a sua palavra, crescemos saudáveis e certamente produzimos os frutos da vida cristã. Portanto, se faz necessário compreender bem o processo de crescimento e frutificação na vida cristã. E assim, agradarmos ao Senhor.
A nossa oração, rogamos é que o Senhor, derrame um verdadeiro despertamento espiritual, um poderoso derramar de Deus sobre a igreja, trazendo um quebrantamento, trazendo novas perspectivas, produzindo frutos e almas sendo ganhas para o Senhor.
Pr. José Nilton Barbosa
2ª. Igreja Batista Missionária
Diretor geral do Instituto Bereano de Teologia
Fone: 3441 5385 ou 8801 5556
sábado, 28 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
39 sugestões para viver melhor
1. Caminhe de 10 a 30 minutos todos os dias e sorria enquanto caminha.
2. Ore na intimidade com Deus pelo menos 10 minutos por dia, em segredo, se for necessário.
3. Escute boa música todos os dias. A música é um autêntico alimento para o espírito.
4. Ao se levantar de manhã, fale "Deus, meu Pai, Te agradeço por este novo dia".
5. Viva com os 3 "Es": Energia, Entusiasmo e Empatia.
6. Participe de mais brincadeiras do que no ano passado.
7. Sorria mais vezes do que o ano passado.
8. Olhe para o céu pelo menos uma vez por dia e sinta a majestade do mundo que rodeia você.
9. Sonhe mais, estando acordado.
10. Coma mais alimentos que crescem nas árvores e nas plantas, e menos alimentos industrializados.
11. Coma nozes e frutas silvestres. Tome chá verde, muita água e um cálice de vinho ao dia. Cuide de brindar sempre por alguma das muitas coisas belas que existem em sua vida e, se possível, faça em companhia de quem você ama.
12. Faça rir pelo menos 3 pessoas por dia.
13. Elimine a desordem de sua casa, seu carro e seu escritório. Deixe que uma nova energia flua em sua vida.
14. Não gaste seu precioso tempo em fofocas, coisas do passado, pensamentos negativos ou coisas fora de seu controle. Melhor investir sua energia no positivo do presente.
15. Tome nota: a vida é uma escola e você está aqui para aprender. Os problemas são lições passageiras, o que você aprende com eles é o que fica.
16. Tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo.
17. Sorria mais.
18. Não deixe passar a oportunidade de abraçar quem você ama. Um abraço!
19. A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém.
20. Não se leve tão a sério. Ninguém faz isto.
21. Não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro.
22. Fique em paz com o seu passado para não estragar o seu presente.
23. Não compare sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.
24. Ninguém está tomando conta da sua felicidade a não ser você mesmo.
25. Lembre que você não tem o controle dos acontecimentos, mas sim do que você faz deles.
26. Aprenda algo novo cada dia.
27. O que os outros pensam de você não é de sua conta.
28. Ajude sempre os outros. O que você semeia hoje, colherá amanhã.
29. Não importa se a situação é boa ou ruim, ela mudará.
30. O seu trabalho não cuidará de você quando você estiver doente. Seus amigos sim. Mantenha contato com seus amigos.
31. Descarte qualquer coisa que não for útil, bonita ou divertida.
32. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem o que você precisa.
33. O melhor está ainda por vir.
34. Não importa como você se sente: levante, vista e participe.
35. Ame sempre com todo o seu ser.
36. Telefone para seus parentes frequentemente e mande emails dizendo: Oi, estou com saudades de vocês!
37. Cada noite, antes de deitar, agradeça a Deus por mais um dia vivido.
38. Lembre que você está muito abençoado para estar estressado.
39. Desfrute da viagem da vida. Tire dela o maior proveito!
DOMINADOS PELA MENTE DE CRISTO
Introdução:
Falar da mente de Cristo é ser levado a uma visão plenamente diferente da humana. Jesus se tornou homem e habitou entre nós; contudo, não se contaminou com o pecado. Com sabedoria sobrenatural frente aos conflitos humanos, Ele ministrava às pessoas respondendo-as de forma sobrenatural. Ele as alcançava em seus problemas mais íntimos e gerava nelas uma mudança completa de vida.
No texto em foco, uma mulher foi pega em flagrante adultério. Os opositores de Cristo a apresentam ao Senhor e numa atitude maligna fazem a Jesus uma pergunta capciosa; eles perguntam: “Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” (vv.4,5) Ao ouvir a pergunta, Jesus se inclina e começa a escrever na terra. Eles insistem, pois querem uma resposta do Mestre. Jesus olha para eles e lhes diz: “Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (v.7). O texto nos mostra que não houve ninguém que ficasse para apedrejar a mulher. Jesus olha para a mulher e após ouvir dela que não havia mais acusadores ele diz: “... Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (v11).
Aquele que é lavado e remido pelo Sangue de Cristo, é um representante de Deus na terra com a missão de glorificá-lo e anunciar a Salvação de Cristo aos perdidos. A Bíblia afirma que os que são salvos recebem a “Mente de Cristo” (I Co 2.16). Diante dessa realidade a pergunta que se levanta é: “Temos sido dominados pela Mente de Cristo?” Nossas ações e atitudes diante dos conflitos que enfrentamos em sua maioria na área dos relacionamentos, passam pelo crivo do caráter do Senhor Jesus? Quando as pessoas se relacionam conosco, elas estão vendo simplesmente homens ou Cristo refletido através de nós?
A mensagem de hoje visa avaliar alguns valores que são vivenciados por aqueles que como servos de Deus, têm suas mentes dominadas pela mente de Cristo.
O que Jesus viu quando olhou para o triste quadro que foi vivido por essa mulher?
I – Jesus viu uma oportunidade de amar
Os opositores de Jesus viam a morte, mas Cristo contemplava a vida! Jesus olhava para uma mulher que não merecia morrer, mas sim ser amada. Muitos estão enfrentando lutas, conflitos, angústias e tantos outros males, por falta de amor. É necessário que se levantem vidas com a Mente de Cristo, para amar de forma prática o próximo. Aquela pessoa que é um problema na sua vida está necessitada do seu amor. Você tem a resposta que pode mudar por completo a história de vida de alguém.
II – Jesus viu uma oportunidade de perdão
O maior exemplo de perdão que o mundo conheceu foi o de Cristo. Ele nos amou de forma incondicional, perdoando todos os nossos pecados. Ao invés de incriminar essa mulher, Jesus a perdoa.
Como servos e representantes de Deus na terra, precisamos exercer o perdão. Quando perdoamos aliviamos nossa alma, a ferida interior é curada. Perdoar é dar uma chance para nós mesmos.
Através do perdão vida é gerada em nós e naquele que perdoamos.
III – Jesus entendeu as carências e necessidades daquela mulher
Os acusadores viam uma mulher que não valia nada, uma adúltera. Jesus viu carências e necessidades que precisavam ser supridas.
A maioria das pessoas que são problemáticas e difíceis de relacionar são vidas repletas de carências e necessidades. Em algum momento da vida delas, elas sofreram muito, foram machucadas, enfrentaram traumas terríveis e hoje não conseguem se relacionar. Elas precisam de alguém que consiga ver além dos problemas. Elas precisam de alguém consiga ver lá no fundo de suas almas, que elas estão precisadas de cura e de libertação.
Quando Cristo domina por completo nossas vidas, nos tornamos agentes de suprimento para os necessitados.
IV – Jesus viu a oportunidade do início de uma nova história
O silêncio é total. Somente Jesus e a mulher; e o Mestre diz: “onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou (v.10)? Após Cristo ouvir da mulher que ninguém a havia condenado, Ele declara poderosamente: “Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (v.11)
Com essas palavras Jesus está dando a essa mulher a oportunidade de construir uma nova história. Novos sonhos seriam gerados, novas atitudes e a oportunidade de se tornar uma represente autêntica do Mestre.
Como servos de Deus, sendo dominados pela mente de Cristo, podemos ser fomentadores de novas histórias. Temos a possibilidade real de ser participantes de grandes milagres que serão gerados em muitos corações.
Conclusão:
Deus tem chamado vidas para serem encontradas no centro da Sua vontade. Tais vidas têm suas mentes dominadas pela Mente de Cristo. Esses são os que fazem a diferença marcando a sua geração com a glória do Senhor.
Diante dos conflitos e dificuldades que são inerentes do humano, eles conseguem ver o que o homem natural não vê. Eles vêem oportunidades de amar, de perdoar, de entender as carências e necessidades do outro e novas histórias que serão construídas para a glória do Senhor.
Em nome de Jesus, que possamos estar disponíveis e nos deixarmos ser dominados pela Mente de Cristo. É dessa forma que Deus irá fazer em nós e através de nós grandes coisas, nos usando para o louvor da Sua glória.
FONTE: Igreja Casa de Oração Cehab – Itaperuna. RJ
http://casadeoracaocehab.blogspot.com/
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
PORQUE NÃO DEVEMOS COMEMORAR NATAL?

1. O clima prova: Yeshua não nasceu em Dezembro
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Evangelista Billy Graham É Internado
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Guilherme Carey
Guilherme Carey
Pai das missões modernas
(1761-1834)
O menino Guilherme Carey, era apaixonado pelo estudo da natureza. Enchia seu quarto de coleções de insetos, flores, pássaros, ovos, ninhos, etc. Certo dia, ao tentar alcançar um ninho de passarinhos, caiu de uma árvore alta. Ao experimentar a segunda vez, caiu novamente. Insistiu a terceira vez: caiu e quebrou uma perna. Algumas semanas depois, antes de a perna sarar, Guilherme entrou em casa com o ninho na mão. - "Subiste à árvore novamente?!" -exclamou sua mãe. - "Não pude evitar, tinha de possuir o ninho, mamãe" - respondeu o menino.
Diz-se que Guilherme Carey, fundador das missões atuais, não era dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, foi essa característica de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto iniciara, que fez o segredo do maravilhoso êxito da sua vida.
Quando Deus o chamava a iniciar qualquer tarefa, permanecia firme, dia após dia, mês após mês e ano após ano,até acabá-la. Deixou o Senhor utilizar-se de sua vida, não somente para evangelizar durante um período de quarenta e um anos no estrangeiro, mas também para executar a façanha por incrível que pareça, de traduzir as Sagradas Escrituras em mais que trinta línguas.
O avô e o pai do pequeno Guilherme eram sucessivamente professor e sacristão (Igreja Anglicana) da Paróquia. Assim o filho aprendeu o pouco que o pai podia ensinar-lhe. Mas não satisfeito com isso, Guilherme continuou seus estudos sem mestre.
Aos doze anos adquiriu um exemplar do Vocabulário Latino, por Dyche,. o qual decorou. Aos quatorze anos iniciou a carreira como aprendiz de sapateiro. Na loja encontrou alguns livros, dos quais se aproveitou para estudar. Assim iniciou o estudo do grego. Foi nesse tempo que chegou a reconhecer que era um pecador perdido, e começou a examinar cuidadosamente as Escrituras.
Não muito depois da sua conversão, com 18 anos de idade, pregou o seu primeiro sermão. Ao reconhecer que o batismo por imersão é bíblico e apostólico, deixou a denominação a que pertencia. Tomava emprestados livros para estudar e, apesar de viver em pobreza, adquiria alguns livros usados. Um de seus métodos para aumentar o conhecimento de outras línguas, consistia em ler diariamente a Bíblia em latim, em grego e em hebraico.
Com a idade de vinte anos, casou-se. Porém os membros da igreja onde pregava eram pobres e Carey teve de continuar seu ofício de sapateiro para ganhar o pão cotidiano. O fato de o senhor Old, seu patrão, exibir na loja um par de sapatos fabricados por Guilherme, como amostra, era prova da habilidade do rapaz.
Foi durante o tempo que ensinava geografia em Moulton, que Carey leu o livro As Viagens do Capitão Cook e Deus falou à sua alma acerca do estado abjeto dos pagãos sem o Evangelho. Na sua tenda de sapateiro afixou na parede um grande mapa-mundi, que ele mesmo desenhara cuidadosamente. Incluíra neste mapa todos os dizeres disponíveis: o número exato da população, a flora e a fauna, as características dos indígenas, etc., de todos os países.Enquanto consertava sapatos, levantava os olhos, de vez em quando, para o mapa e meditava sobre as condições dos vários povos e a maneira de os evangelizar. Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus para preparar a Bíblia, para os muitos milhões de indus, na própria língua deles.
A denominação a que Guilherme pertencia, depois de aceitar o batismo por imersão, achava-se em grande decadência espiritual. Isto foi reconhecido por alguns dos ministros, os quais concordaram em passar "uma hora em oração na primeira segunda-feira de todos os meses" pedindo de Deus um grande avivamento da denominação. De fato esperavam um despertamento, mas, como acontece muitas vezes, não pensaram na maneira em que Deus lhes responderia.
As igrejas de então não aceitavam a idéia, que consideravam absurda, de levar o Evangelho aos pagãos. Certa vez, numa reunião do ministério, Carey levantou-se e sugeriu que ventilassem este assunto: O dever dos crentes em promulgar o Evangelho às nações pagãs. O venerável presidente da reunião, surpreendido, pôs-se em pé e gritou: "Jovem, sente-se! Quando agradar a Deus converter os pagãos, ele o fará sem o seu auxílio, nem o meu."
Porém o fogo continuou a arder na alma de Guilherme Carey. Durante os anos que se seguiram esforçou-se ininterruptamente, orando, escrevendo e falando sobre o assunto de levar Cristo a todas as nações. Em maio de 1792, pregou seu memorável sermão sobre Isaías 54.2,3: "Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas, e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas."
Discursou sobre a importância de esperar grandes coisas de Deus e, em seguida, enfatizou a necessidade de tentar grandes coisas para Deus.
O auditório sentiu-se culpado de negar o Evangelho aos países pagãos, a ponto de "levantar as vozes em choro." Foi então organizada a primeira sociedade missionária na história das igrejas de Cristo para a pregação do Evangelho entre os povos nunca evangelizados. Alguns como Brainerd, Eliot e Schwartz já tinham ido pregar em lugares distantes, mas sem que as igrejas se unissem para sustentá-los.
Apesar de a sociedade ser o resultado da persistência e esforços de Carey, ele mesmo não tomou parte na sua formação. O seguinte, porém, foi escrito acerca dele nesse tempo:
"Aí está Carey, de estatura pequena, humilde de espírito, quieto e constante; tem transmitido o espírito missionário aos corações dos irmãos, e agora quer que saibam da sua prontidão em ir onde quer que eles desejem, e está bem contente que formulem todos os planos".
Nem mesmo com esta vitória, foi fácil para Guilherme Carey concretizar o sonho de levar Cristo aos países que jaziam nas trevas. Dedicava o seu espírito indômito a alcançar o alvo que Deus lhe marcara.
A igreja onde pregava não consentia que deixasse o pastorado: somente com a visita dos membros da sociedade a ela é que este problema foi resolvido. No relatório da igreja escreveram: "Apesar de concordar com ele, não achamos bom que nos deixe aquele a quem amamos mais que a nossa própria alma."
Entretanto, o que mais sentiu foi quando a sua esposa recusou terminantemente deixar a Inglaterra com os filhos. Carey estava tão certo de que Deus o chamava para trabalhar na Índia que nem por isso vacilou.
Havia outro problema que parecia insolúvel: Era proibida a entrada de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar. Nestas condições, conseguiram embarcar sem esse documento. Infelizmente o navio demorou algumas semanas e, pouco antes de partir, os missionários receberam ordem de desembarcar.
A sociedade missionária, apesar de tantos contratempos, continuou a confiar em Deus; conseguiram granjear dinheiro e compraram passagem para a Índia em um navio dinamarquês. Uma vez mais Carey rogou à sua querida esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e nosso herói, ao despedir-se dela, disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos queridos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma."
Porém, antes de o navio partir, um dos missionários foi à casa de Carey. Grande foi a surpresa e o regozijo de todos ao saberem que esse missionário conseguiu induzir a esposa de Carey a acompanhar o seu marido. Deus comoveu o coração do comandante do navio a levá-la em companhia dos filhos, sem pagar passagem.
Certamente a viagem a vela não era tão cômoda como nos vapores modernos. Apesar dos temporais, Carey aproveitou-se do ensejo para estudar o bengali e ajudar um dos missionários na obra de verter o livro de Gênesis para a língua bengaleza.
Guilherme Carey aprendeu suficiente o bengali, durante a viagem, para conversar com o povo. Pouco depois de desembarcar, começou a pregar e os ouvintes vinham para ouvir em número sempre crescente.
Carey percebeu a necessidade imperiosa de o povo possuir a Bíblia na própria língua e, sem demora, entregou-se à tarefa de traduzi-la. A rapidez com que aprendeu as línguas da Índia é uma admiração para os maiores lingüistas.
Ninguém sabe quantas vezes o nosso herói se mostrou desanimadíssimo na Índia. A esposa não tinha interesse nos esforços de seu marido e enlouqueceu. A maior parte dos ingleses com quem Carey teve contato, o tinham como louco; durante quase dois anos nenhuma carta da Inglaterra lhe chegou às mãos. Muitas vezes faltava aos seus dinheiro e alimento. Para sustentar a família, o missionário tornou-se lavrador da terra e empregou-se em uma fábrica de anil.
Durante mais de trinta anos Carey foi professor de línguas orientais no colégio de Fort Williams. Fundou também, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país.
Ao chegar à Índia, Carey continuou os estudos que começara quando menino. Não somente fundou a Sociedade de Agricultura e Horticultura, mas criou um dos melhores jardins botânicos, redigiu e publicou o "Hortus Bengalensis". O livro "Flora Índica", outra de suas obras, foi considerada obra-prima por muitos anos.
Não se deve concluir, contudo, que, para Guilherme Carey, a horticultura fosse mais do que um passatempo. Passou, também, muito tempo ensinando nas escolas de crianças pobres. Mas, acima de tudo, sempre lhe ardia no coração o desejo de se esforçar na obra de ganhar almas.
Quando um de seus filhos começou a pregar, Carey escreveu: "Meu filho, Félix, respondeu à chamada para pregar o Evangelho". Anos depois, quando esse filho aceitou o cargo de embaixador da Grã Bretanha no Sião, o pai, desapontado e angustiado, escreveu para um amigo: "Félix encolheu-se até tornar-se um embaixador!"
Durante o período de quarenta e um anos, que passou na Índia, não visitou a Inglaterra.
Fonte: Do Livro Heróis da Fé
Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo
De Orlando S. Boyes


